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quarta-feira, 23 de maio de 2012

"TAR": a resposta

Para quem já está ansioso e super curioso com a próxima Formatura a estrear na Fundação levanta a mão!, pode sossegar: vamos revelar como está sendo o processo que já possui um título um tanto quanto curioso, "Tar". 

Mas, afinal, o que siginifica "Tar"? Conversei com a aluna Thalita Marangon, e ela esclareceu: não, "Tar" não é a sigla que designa um tipo de arquivamento de ficheiros (Tape Archive). "Tar" é um texto de Fernando Arrabal, dramaturgo e escritor espanhol, que conta o caminho que Fando e Liz percorrem para chegar a este lugar esperado, "Tar". Este lugar é inalcançável para alguns, mas ideal, por isso tão buscado. 

Como está sendo trabalhar com dança- teatro, mesmo vcs tendo bebido dessa fonte no p4? 

Trabalhar com "dança-teatro". Não sei se pode assim ser chamado, preferimos não rotular. Preferimos dizer que estamos estudando o que é... Está bem longe de ser fácil, eu falo pra todo mundo, é um novo processo de P4. Só que dessa vez de maior dimensão e com verba (risos). Estamos reunindo ideias, pesquisando nossos textos de base e cada vez mais descobrindo coisas novas e interessantes, pecinhas que apareceram no começo do processo e que entendíamos não ter muita relevância, hoje são muito importantes e talvez sejam usadas no final das contas. Tivemos sim o "Maçã" de experiência e ele nos ajuda muito, mesmo, a todo momento comentamos sobre, porque foi nossa primeira experiência com algo que nem tinha nome e depois foram nos dizer que era dança-teatro. Não temos pretensão de sermos "pinabauschianos", subliminares, "non sense", subjetivos demais... Todos os adjetivos que talvez nos deram, dão ou darão... Nossa pretensão é fazer nascer o que está sendo gerado com tanto carinho e coragem.



E como é trabalhar na Casa de Vidro (eles provavelmente estrearão lá, passando por um processo parecido com "Arritmia", que também foi apresentado lá)?

A Casa de Vidro é uma coisa louca, ela traz inspiração e ao mesmo tempo dificulta o trabalho, o que não é ruim, pelo contrário, faz com que o resultado seja mais satisfatório, no sentido de de darmos vida a algo já complexo "dança-teatro", num ambiente mais dificultoso ainda, é frio, não muito limpo e não tem João à vista para nos ajudar com o que falta... enfim, está sendo um grande aprendizado. 



Então anote na agenda para participar desta jornada: "Tar" estreia dia 11 de agosto. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

"TAR"

"TAR".

É uma palavra da nossa língua portuguesa?

É uma sigla?

O que é "TAR", o que significa?

Se você sabe, escreva aqui sua opinião.

Respostas nas próximas semanas...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu primeiro estágio na Fundação

Por Joelma Schmidt

Há alguns dias atrás, fui convidada pela Suelen Almeida para fazer técnica no exercício cênico da turma 47, "Maçã". Como as provas estavam terminando aceitei, no dia da estréia cheguei três horas antes para receber as instruções, já estavam na metade do último ensaio geral, aquele corre de sempre e ainda faltava apertar vários parafusos...

Quando me entregaram o roteiro, confesso que bateu uma insegurança, pois eu daria suporte para a Érica Arnaldo na bilheteria, tarefa não muito simples, pois como o processo tratava da busca pela identidade, a retirada dos ingressos era feito dentro de uma Kombi antiga, onde, ao som de Edith Piaf, o público passava por um processo de identificação recebendo um novo RG.

A segunda tarefa era apoio no corredor, avisar a Lu quando deveria entrar, apagar o refletor quando Marcelo atravessasse a porta, recolher as roupas da Lu que seriam jogadas no corredor, ajudar aThalita a soltar a fita do cabelo passar a mesma no encosto da cadeira que ela usaria, dar um laço, quando uma escada saísse eu deveria cortar o elástico, varrer os cacos dos pratos que em determinado momento seriam quebrados no corredor (o barulho dos cacos sendo recolhido fazia parte da cena), descer um lance de escada acender o refletor da Thalita, subir, ascender o refletor do corredor e por último aparecer na porta e dizer: Boa noite meu nome é Joelma Schmidt sou atriz, mãe e gosto de varrer pratos (o varrer pratos fica por conta da minha ‘criativides’).

Foi paulera! Mas estou muito feliz! Fui muito bem recebida, conhecia apenas duas pessoas da turma, identifiquei-me tanto com o processo que me senti parte dele. Espero ter sido útil.

E você? Qual a sua utilidade?

Muito obrigada à Melissa Aguiar e turma 47



Joelma Schmidt é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.

sábado, 25 de junho de 2011

Turmas 46 e 47 estreiam hoje!

Maçã e O último carro ficam em cartaz neste e no próximo final de semana. Programe-se e venha prestigiar!

Maçã - Turma 47

"Um papel branco e vazio que pedirá para ser preenchido e assim levará a letra e o pensamento"
Processo tão solitário e coletivo no qual no meio do caminho foi norteado pelo tema identidade... Qual a minha identidade quanto ator/criador? Qual a identidade do trabalho?Qual a minha maça neste processo? Eu/maça e minha utilidade como pessoa que vive e produz.
O processo do ponto de vista da estrutura cênica o processo teve como foco a relação do corpo com o espaço de encenação. Espaço que ocupo, espaço arquitetura, espaço que produz significado.
Algumas palavras e devaneios que fizeram parte do processo
"Nada disso existe na verdade, nem essa pessoa que aqui escreve "
"Identidade de descobrir identidades"
"Talvez ser nós mesmos seja agregar o que gostamos do outro em nós"
"Senti o aperto, o sentimento da perda de si mesmo"
"A troca de olhar me entrelaçou de um jeito, que não queria mais desgrudá-la."
"A menina mais triste que já segurou o martine, sem sapatos."
"Já deu a hora, pessoas me olham, será que estou mal vestida ou será que sou feia?"
Orientação – Melissa Aguiar

Elenco: Fábio Stancius, Lucianny Bianco, Marcelo Magalhães, Sérgio Sasso, Suelen Almeida e Thalita Marangon 

25 /06(sábado), às 20h
26/06 (domingo), às 18h e 20h
01/07 (sexta), às 20h
02/07 (sábado), às 18h e 20h
03/07 (domingo), às 18h e 20h
Sala 25. 90 min. 18 anos. Grátis.

O último carro  - Turma 46
Qual o destino do trem que governa nossas vidas? A analogia de um trem desgovernado e sem maquinista com o destino humano. Neste texto investigamos, através de personagens que fazem parte do nosso dia a dia mas que se tornam seres invisíveis, marginalizados e excluídos pelas próprias condições de nossa realidade, com a complexa relação do homem com seu destino e a luta pela simples sobrevivência. Quebrando as bases realistas e utilizando-se do recurso de aproximação e distanciamento revelamos o ator e personagem de uma forma ora cômica, ora lírica e ora trágica. Pretendemos trazer a reflexão de como traçamos nossas vidas e como o homem anula sua própria existência pela simples necessidade de sobrevivência. Parece sem lógica este raciocínio. Existência e sobrevivência deveriam coexistir, mas numa sociedade materialista com objetivos fúteis nós deixamos de nos perceber como seres para vida para nos tornarmos peças descartáveis de um sistema falido.

Texto: João das Neves
Orientação – Pedro Alcântara

Elenco: Anderson Galvão, Ângelo Mauriz, Arthur Martinez, Carolina Ferraresi, Cristina Chicon, Dani Spina, Felipe Menezes, Fernanda Peviani, Ingrid Daniele, Nathaly Léo e Rodrigo Freitas.

25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.
Teatro Timochenco Wehbi. 90 min. 16 anos. Grátis. 

Fundação das Artes de São Caetano do Sul
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS