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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Virada Cultural Paulista

Neste final-de-semana, dias 19 e 20 de Maio, acontece a Virada Cultural Paulista, em diversas cidades do Estado de São Paulo.

São espetáculos de dança, música, teatro, além de oficinas e exposições, dentre muitas outras atrações.

Confira a programação e programe-se!



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Últimas semanas de "Trabalhos de Amor Perdidos"

Para quem ainda não foi, e para quem foi e quer ir de novo: a temporada da Turma 46 de Teatro com "Trabalhos de Amor Perdidos" está quase acabando!
Só vai até dia 20 de maio. Você tem duas semanas para conferir os "trabalhos", então, programe-se!



Foto: Leoni Ferraresi

"Trabalhos de Amor Perdidos", com o Núcleo 46 de Teatro. Direção: Celso Correia Lopes
Dias 12, 13, 19 e 20 de Maio. Sábados, às 20h. Domingos, às 19h.
Ingressos: R$10,00.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Belisa e Perlimplim: um amor bonito assim, bem no meio do jardim... Enfim".





Nesta quinta- feira, dia 19 de abril, dois alunos formados em Teatro pela Fundação das Artes farão sua estreia no Sesc de São Caetano, Junior Docini e Victor Merseguel. Formados pela Escola em 2009, com o espetáculo "Assim que passarem cinco anos", de Federico Garcia Lorca, eles se encontram em mais um trabalho, coincidentemente com o mesmo autor, baseado em "O Amor de Dom Perlimplim por Belisa em seu Jardim". A peça fala, essencialmente, de amor, e conta a história de um velho senhor que se apaixona por uma menina. 


Com Júnior Docini e Victor Merseguel

Dia 19 de abril, quinta, às 20hs

Atividade gratuita - Retirada de ingressos pela rede Ingresso SESC
Não recomendada para menores de 12 anos


SESC São Caetano
Rua Piauí, 554 - B. Santa Paula
Tel.: 11 4223-8800
email@scaetano.sescsp.org.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Com a palavra... Simone Zaidan

No começo deste ano, a Fundação recebeu a mais nova profissional da casa, a professora Simone Zaidan, 36 anos. Ela está dando aulas para o curso Básico, um dos cursos livres de teatro da Fundação, e para o Projeto Viva Arte. Por enquanto, vamos conhecer mais da vida dela, e seu trabalho na Fundação, nesta entrevista realizada na última sexta- feira, dia 6 de abril.

Qual é a sua formação em Teatro, Simone? 
Minha formação é Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, me formei em 1999 pela Unesp. Eu fui a segunda turma a me formar, até então lá só tinha Artes Plásticas e Música. Já fazia Teatro antes, e queria dar aula de Teatro, já era esta a minha intenção, tendo a formação como arte- educadora. Este currículo nem existe mais na Unesp, a pessoa já entra direto em licenciatura em Artes Cênicas, é até mais interessante, mas naquela época era assim. Ao mesmo tempo, no segundo ano da Faculdade, eu fui fazer Indac, que é um curso profissionalizante em São Paulo, e me formei lá como atriz. Depois disso, fiz especialização em Artes Cênicas, fiz Mestrado...

E como foi o seu começo no Teatro, com que idade começou a fazer? Você sempre quis trabalhar com isto?
Eu sempre quis, sempre tive a ideia de ser professora, mas também sempre quis ser atriz. Eu tinha 15 anos quando comecei a fazer Teatro amador no colégio, lá no interior de Ribeirão Preto, eu sou de lá. Eu fazia Anglo, e tinha um curso extra- curricular de Teatro, e fiquei os três anos do colégio fazendo Teatro. Gostava muito. Então eu comecei ali e não parei mais. Fiz um ano de Cursinho, e neste ano, eu participei do curso de Teatro da Usp, o Tusp, como ele é chamado lá.

E como está sendo esta nova fase, na Fundação? 
Ainda estou conhecendo as salas, tem super pouco tempo, né? Esta sala mesmo eu nem tinha entrado nela (risos). Mas tem sido muito bacana, estou gostando muito, é uma escola muito acolhedora e muito ativa, a gente vê as coisas acontecendo o tempo inteiro. Me lembra muito a Unesp, as salas são multifuncionais, tem o piano do lado... Essa proximidade das linguagens é muito interessante para todo mundo, desde que haja diálogo e que as pessoas procurem um diálogo. Ainda estou me surpreendendo, conhecendo as pessoas. É um lugar muito vivo aqui.

E como é dar aula pra faixa etária atendida pelos cursos Básico e do Viva Arte (dos 16 anos em diante)?
Pra esta faixa etária, eu já havia dado Oficinas, não cursos regulares. Cursos regulares que eu dei, foram mais para adolescentes mesmo. Para adultos, sempre em oficinas, cursos livres, esporadicamente. No Viva Arte, ainda dei poucas aulas, apenas três, para duas turmas, para adolescentes. Eu gosto também, é uma fase mais inquieta.

E quais são as diferenças do Básico para o Viva Arte? Qual o foco de cada um?
Eu vejo que os alunos que procuram o Básico, além de serem mais velhos,  tem uma expectativa em relação ao aprendizado da linguagem teatral. Mesmo que eles não falem isso formalmente, eles tem referências e se miram nestas referências. E no Viva, é muito mais a diversão, a socialização, eles aprendem coisas jogando, é outro enfoque. Eles aprendem muita coisa de Teatro, mas sem perceber, sem ter aquela coisa acadêmica. E já no Curso Básico, a gente já pode falar de linguagem, trazer textos, lidar com questões de interpretação. Um é mais técnico, o outro é mais jogo.

Você acha, então que o Curso Básico pode ser uma porta de entrada para o aluno querer cursar o Profissionalizante?
Me disseram que muitos desistem diante do desafio do Profissionalizante, que exige muito mais dedicação do que eles imaginavam. Acho que isto pode acontecer, mas eu me surpreendi porque muitos querem fazer. Foi uma surpresa, porque eu achei que eles estivesse mais descompromissados, mas não estão. Não sei se todos vão prestar, aqui não é um curso preparatório, mas meu conselho foi para eles aproveitarem, e que se quiserem, tudo o que eles veem aqui será útil. A maioria não tinha experiência nenhuma, então com certeza o curso prepara, porque tem que ter noção do que é, se dedicar, ler textos, cumprir horários...

Como o professor de Teatro lida com assuntos tão delicados dos alunos, que às vezes trazem problemas pessoais? O papel do professor de Teatro é importante nesta questão? 
Isso acontece, depende de cada caso, mas eu já cheguei a ter que procurar a família, você não pode ser omisso. Mas também, dependendo do caso, cabe uma conversa com o grupo, às vezes até em cena, ou então delimitar que ali não é o espaço para aquilo. O professor de teatro precisa sentir no que ele pode agir, é mais delicado. Adolescente, a gente pode e até deve aconselhar mais, mas com adultos, seriam mais conselhos. Quando a pessoa traz um problema, ela quer compartilhar com o grupo. Não é psicodrama, nem terapia, mas existe um espaço para isso, sim.

E como está sendo o começo dos trabalhos com as turmas?
Eles estão se conhecendo, e eu também estou conhecendo os alunos, então os jogos estão voltados para isto. No Viva, é muito jogo, e em ambos, tem uma avaliação no final de cada aula. Estou levando alguns textos, fazemos algumas cenas. Mais pro final do curso devemos ter uma Aula Aberta, também. Meus alunos já tem a tarefa de ver peças, a da Formatura e mais algumas outras, para começar a treinar o olhar, porque muitos viram poucas peças.



A professora Simone Zaidan

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Programe-se!

Nesta sexta-feira, dia 13 de abril, vai acontecer um encontro muito especial na Fundação das Artes: a Trupe Sinhá Zózima, formada por alunos e ex- alunos da Instituição, irá nos visitar para um bate- papo aberto ao público.
Fundada em 2007, pelos artistas Priscila Reis, Tatiane Lustoza e Anderson Maurício, o grupo tem como marca registrada o espaço cênico bem inusitado: o ônibus. Em todas as suas peças, como por exemplo "Cordel do Amor sem Fim" e "Valsa no. 6", as cenas se passam dentro de um ônibus, que carrega público e atores.

Uma curiosidade: alguém sabia que o nome do grupo faz uma homenagem à professora Lídia Zózima, da Fundação? Para saber mais histórias, venha participar deste debate, em que o grupo contará suas experiências de cinco anos de estrada.




Confira também o site do grupo: http://www.sinhazozima.com.br/

Até lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Comunicado Importante

Nós, da Turma 46, gostaríamos de lembrá-los sobre um evento importante para todos, um novo Tratado para todos os estudantes da Fundação, que irá vigorar a partir de Março... 

"Declaramos que, por meio desta, fica decretado que, qualquer pessoa, homem ou mulher, estudante matriculado na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, estará proibido de se aproximar de outra pessoa, do sexo oposto, enquanto durarem seus estudos dentro da Instituição. Mulheres não devem se aproximar de homens, e vice- versa. Para isto, horários de aulas serão separados, em cada turma, por gênero. Durante o dia: homens. Durante a noite: mulheres. Assim, não criaremos nenhum contratempo ou transtorno para nossos alunos." 

Você já sabia disso? O que acha desta decisão? Em breve, fique sabendo de mais respostas. 

Obs.: sim, esta é uma decisão fictícia, e não tem nenhuma base verídica em qualquer regulamento da Fundação das Artes. Quer saber mais?  Estreamos em Março!







Com carinho,

Turma 46

sábado, 27 de agosto de 2011

Galope Turma 51

E finalmente a Turma 50 pode recepcionar os novos alunos da Turma 51. Se prepararam durante as férias, pensaram com carinho e ontem puseram em prática as ideias. Quiseram ter um momento exclusivo só entre as duas turmas para depois os apresentarem ao resto da escola. E foi isso o que aconteceu antes desse momento:


A aula da turma 51 foi interrompida por uma mensagem em vídeo BEM SIMPÁTICA:

QUERO JOGAR UM JOGO

Com uma  lanterna e muito medo (licença poética #1), os calouros seguiram pela estrada de fita amarela até o saguão onde ficaram perdidos, até que um coelho os avisou que estavam atrasados. Galope sempre atrasa.

É TARDE
Enfim, o coelho os levou para um túnel do tempo, e pararam num lugar onde Xuxa e Maísa trabalham juntas. Pois é.

Playstation, playstation!

Beijinho, beijinho, tchau, tchau

Então, os novos alunos se apresentaram falando coisas importantes a respeito de suas vidas como estado civil, por exemplo. E então, Xuxa e Maísa conduziram várias brincadeiras infantis escolhidas pelos pupilos da turma 51. Até que uma multidão (licença poética #2) de alunos das outras turmas aguardavam ansiosamente a entrada ser liberada para a cerimônia de apadrinhamento e pelos quitutes!

Quando a entrada foi liberada, e todo mundo passou pelo túnel do tempo, acompanhe nas imagens:












A turma 51 não é muito grande. Deu um membro pra cada família da escola de Teatro: Manca, Tespis, Nem Aí, Saco-cheio, Nego Tota e Fajutos. E além dessa tradição, a turma 50 também apresentou a colcha da Fundação das Artes com o retalho deles lá costurado.



E claro, baladinha no palco! Até a Fundação fechar!

Que seja bem-vinda a turma 51! Esperamos que tenham gostado da recepção!

Todas as fotos foram postadas na Fanpage do blog no Facebook, curtam lá: http://www.facebook.com/teatroe


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sigam o coelho branco...

Por Doug Litaldi* - Originalmente publicado em http://ofantasticomundododoug.blogspot.com/


A minha turma na Fascs, turma 50, entrou num processo de contagem regressiva! Estamos correndo contra o tempo.

Parece que o teste foi esses dias, muitas pessoas lotando o teatro e fazendo suas cenas, com a maior insegurança de uma pessoa que nunca falou para tantas outras ouvirem (no meu caso).

Depois disso vieram a matrícula e o incio do primeiro período. Eramos muito mais de 20 pessoas formando uma nova turma na escola. Logo no primeiro dia já não aparecem alguns alunos, muitos outros nos abandonaram no percurso desse primeiro semestre! Teve o Diego que saiu porque não tinha estacionamento na escola, a Clara que saiu por causa do emprego, a Julia que preferiu voltar para sua outra escola, o Éder que teve problemas de saúde, a Joelma Xavier que decidiu seguir um outro caminho e muitos outros. Chegamos ao fim do semestre com 14 alunos, porém a Juliana e o Ian reprovaram e a Yara decidiu trancar a matricula por motivos pessoais!

Assim chegamos aos 11 alunos! 11 pessoas que apesar dos diversos problemas que a turma enfrentou e as perdas que sofremos, se uniram para preparar um trabalho que esperamos que esteja a altura de tudo o que passamos nesse nosso primeiro semestre!

No começo do ano fomos recebidos por um Galope preparado pela Turma 49 que brincava com o nome da nossa turma (Turma 50) como uma entrega de um prêmio de ouro. Vimos essa mesma turma apresentar um trabalho maravilhoso (A Última Flor) baseado nas obras de Tenesse Willians, "Um bonde chamado desejo" e "Quarto escuro". Não sei se o encatamento foi ainda maior por ter escolhido ler "Um bonde.." para a matéria de História do Teatro e ter me encantado com a peça. Mas vimos um ritmo acelerado em cena, e uma síntese interessante da trama, que envolveu-me e deixou um gosto de quero mais, achei que a peça foi tão rápida, ficaria ali horas vendo o trabalho deles!

Enquanto isso, a Turma 48 apresentou um trabalho com uma proposta interessante, seu exercício em dois locais diferentes, com duas energias diferentes mas com uma mesma qualidade. "Bailei no Auto" me surpreendeu pois tinha imagem daquela turma ainda como os personagens de "Recortes", exercício apresentado por eles no semestre anterior, e nos mostraram um trabalho convincente cada vez que entravam em cena em personagens diferentes.

Uma semana depois desses exercícios assisti o exercício da turma 47! Um exercício com o nome "Maçã", onde a bilheteria era uma Kombi cheia de fotos de pessoas e a sala estava numa disposição totalmente diferente. Confesso que não sou fã desse estilo e teatro e fiquei um pouco incomodado com algumas coisas, mas acho que a proposta do exercício era a reflexão, e com o passar do tempo refleti aos poucos sobre tudo o que vi e passei a ter cada vez uma interpretação diferente das coisas apresentadas e isso tornou a experiência interessante. Assim como a turma 48, pude ver uma interpretação completamente diferente dos atores que conhecia de exercícos anteriores, "Suassuna só assina" e "Peões em cena - Forja coletivo".

Nesse mesmo período tive a chance de fazer técnica para o pessoal da Turma 46. Mesmo sem experiência alguma eles confiaram em mim e me ensinaram como trabalhar na mesa de iluminação, aprendi muita coisa com eles. Infelizmente nunca consegui ver um exercício deles pois sempre surgia algum problema no dia de ir á FASCS! O primeiro exercício que assisti foi o desse semestre, "O último carro", e me encantei com a turma! Ainda hoje canto as músicas do exercício! Não vejo a hora de apresentarem sua formatura.

A turma 45 não se apresentou no fim desse semestre pois estão preparando sua formatura no próximo semestre. Porém se apresentaram no começo no ano no TUSP, com o exercício "Não! A trajetória de um homem que só sabia dizer sim". Já havia assistido esse exercício no fim de 2010, mas foi interessante ver um mesmo exercíco sendo apresentado num espaço físico totalmente diferente! Mas o trabalho que me marcou dessa turma ainda foi "O buraco"! Acho que por ter lido os livros de Lewis Carrol sobre Alice tentava buscar nas personagens referência mais com a literatura do que com o universo Disney! E acredito que tenha sido essa a proposta da turma.

Outro exercício que assisti no começo do semestre foi "Arritmia", fomatura da Turma 44.
A proposta de dividir um espetáculo em dois dias foi fantástica e o exercício foi preparado para deixar o público inquieto com o corte. Sai do primeiro dia contando as horas para a sessão do dia seguinte! Precisava assistir como tudo aquilo terminaria!

Além desses exercícios, já assiti muitos outros na Fascs: "Teatragem" (um dos primeiros posts desse blog), "O que não disseram", "Assim que passarem-se 5 anos", "Vem buscar-me que ainda sou teu"...

Depois de tudo isso, sinto um nó cada vez maior no estômago. Esta chegando a hora da turma 50 mostrar sua cara na Fascs e o primeiro passo é o Galope que estamos preparando para recepcionar a turma 51! Depois nosso primeiro exercício, que deverá ser montado esse semestre (mais curto como sempre são os segundos semestres do ano). Assim começamos nossa corrida contra o tempo!

*Doug Litaldi é aluno do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.

terça-feira, 28 de junho de 2011

'A Última Flor' no SESC!

Hoje às 20h os alunos da turma 49 apresentam o exercício de interpretação "A Última Flor" no SESC São Caetano com entrada franca. Prestigiem!

O trabalho foi montado a partir dos textos "Um bonde chamado desejo" e "O quarto escuro" do dramaturgo Tennessee Williams.


SESC São Caetano

Rua Piauí, 554 | Bairro Santa Paula - São Caetano do Sul - SP
Os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do espetáculo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por Joelma Schmidt


Fazer
Pensar
Criar
Comunicar
Brincar
Jogar
Lutar
Amar
Aceitar
Pausar
Organizar
Respirar... Sim, saber respirar é fundamental, assim como o teatro é fundamental na minha vida!



Joelma Schmidt é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.



sábado, 25 de junho de 2011

Turmas 46 e 47 estreiam hoje!

Maçã e O último carro ficam em cartaz neste e no próximo final de semana. Programe-se e venha prestigiar!

Maçã - Turma 47

"Um papel branco e vazio que pedirá para ser preenchido e assim levará a letra e o pensamento"
Processo tão solitário e coletivo no qual no meio do caminho foi norteado pelo tema identidade... Qual a minha identidade quanto ator/criador? Qual a identidade do trabalho?Qual a minha maça neste processo? Eu/maça e minha utilidade como pessoa que vive e produz.
O processo do ponto de vista da estrutura cênica o processo teve como foco a relação do corpo com o espaço de encenação. Espaço que ocupo, espaço arquitetura, espaço que produz significado.
Algumas palavras e devaneios que fizeram parte do processo
"Nada disso existe na verdade, nem essa pessoa que aqui escreve "
"Identidade de descobrir identidades"
"Talvez ser nós mesmos seja agregar o que gostamos do outro em nós"
"Senti o aperto, o sentimento da perda de si mesmo"
"A troca de olhar me entrelaçou de um jeito, que não queria mais desgrudá-la."
"A menina mais triste que já segurou o martine, sem sapatos."
"Já deu a hora, pessoas me olham, será que estou mal vestida ou será que sou feia?"
Orientação – Melissa Aguiar

Elenco: Fábio Stancius, Lucianny Bianco, Marcelo Magalhães, Sérgio Sasso, Suelen Almeida e Thalita Marangon 

25 /06(sábado), às 20h
26/06 (domingo), às 18h e 20h
01/07 (sexta), às 20h
02/07 (sábado), às 18h e 20h
03/07 (domingo), às 18h e 20h
Sala 25. 90 min. 18 anos. Grátis.

O último carro  - Turma 46
Qual o destino do trem que governa nossas vidas? A analogia de um trem desgovernado e sem maquinista com o destino humano. Neste texto investigamos, através de personagens que fazem parte do nosso dia a dia mas que se tornam seres invisíveis, marginalizados e excluídos pelas próprias condições de nossa realidade, com a complexa relação do homem com seu destino e a luta pela simples sobrevivência. Quebrando as bases realistas e utilizando-se do recurso de aproximação e distanciamento revelamos o ator e personagem de uma forma ora cômica, ora lírica e ora trágica. Pretendemos trazer a reflexão de como traçamos nossas vidas e como o homem anula sua própria existência pela simples necessidade de sobrevivência. Parece sem lógica este raciocínio. Existência e sobrevivência deveriam coexistir, mas numa sociedade materialista com objetivos fúteis nós deixamos de nos perceber como seres para vida para nos tornarmos peças descartáveis de um sistema falido.

Texto: João das Neves
Orientação – Pedro Alcântara

Elenco: Anderson Galvão, Ângelo Mauriz, Arthur Martinez, Carolina Ferraresi, Cristina Chicon, Dani Spina, Felipe Menezes, Fernanda Peviani, Ingrid Daniele, Nathaly Léo e Rodrigo Freitas.

25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.
Teatro Timochenco Wehbi. 90 min. 16 anos. Grátis. 

Fundação das Artes de São Caetano do Sul
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS

terça-feira, 21 de junho de 2011

“O Último Carro” e a Turma 46

Por Carolina Ferraresi


Às vésperas de nossa estreia do Quinto Período na Fundação das Artes, nós, da Turma 46, deparamo- nos com a realidade e o impacto daquele texto em nossas próprias vidas. O texto, escrito por João das Neves na década de 70, é uma metáfora sobre o Brasil como um trem desgovernado. Além disso, retrata a realidade do país e seus tipos mais comuns: o operário, a prostituta, mendigos e trabalhadores, idosos e jovens, que se encontram em um mesmo e único lugar: o trem.

E qual a importância deste texto ainda hoje? Bem, durante nossos laboratórios, que realizamos durante o Semestre, e enquanto gravávamos os depoimentos e entrevistas nas estações, éramos levados a reconhecer os personagens daquele trem. A senhora que nos contou sobre sua vida, e a sofrida vida de sua filha enquanto dependia do transporte e acordava às cinco da manhã; o trabalhador que não tinha outra opção a não ser o trem; o grupo de jovens que usa o trem para ir para o trabalho, e aos finais de semana, para lazer; a mãe que utilizava o trem com seu filho; dentre outros, que eram exatamente o universo de que fala João das Neves.

No mês de junho, na fase final de nosso trabalho, tivemos de enfrentar mais um contratempo por conta do transporte público, e que nos levou de volta novamente ao “O Último Carro”: a greve que atingiu o ABC e a cidade de São Paulo, nos trens, metrôs e ônibus. A maioria de nossa turma depende desse serviço básico e todos foram afetados pela greve. Semanas mais tarde, um acidente entre um ônibus, que despencou de um viaduto em São Caetano do Sul, e colidiu com o trem que passava logo embaixo, novamente nos jogava na cara tudo aquilo de que fala o texto: estamos todos dentro de um trem, que descarrila em direção à morte.

Respondendo à pergunta feita anteriormente, e tendo em vista todos esses fatos acontecidos recentemente, podemos dizer que, sim, o texto é ainda muito atual. Todos nos identificamos com seus personagens e suas vidas. Estamos todos dentro deste mesmo trem. Alguns assumem o controle da situação, outros se deixam levar. Mas temos uma coisa em comum: seu destino final. Saber o que fazer durante seu trajeto é o que nos difere, e apenas isto.



Carolina Ferraresi é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 46. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.



"O Último Carro"  estréia neste final de semana e terá  cinco apresentações. Confira as datas:
25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Turmas 49 e 48 iniciam a Mostra de Teatro neste fim de semana!

Neste sábado começam as apresentações da Mostra de Teatro do primeiro semestre de 2011. As primeiras apresentações são das turmas 49 e 48, segundo e terceiro período do curso profissionalizante, respectivamente.

Clique aqui e veja toda a programação da mostra que vai até o dia 03/07! Todas as apresentações são gratuitas.

A última flor
Dias 18/06 e 19/06 às 19h e 21h
Dia 22/06 às 20h
Sala 25. 80 min. 14 anos.

Concepção a partir dos textos de Tenessee Williams
Turma 49 da Escola de Teatro – FASCS
Orientação – Ana Paula Demambro

A ultima flor é o primeiro exercício da Turma 49. Em comemoração ao centenário de nascimento do dramaturgo americano Tenessee Williams o grupo investiga, a partir dos textos Um bonde chamado desejo e O quarto escuro, a interpretação e a estética realista.

Bailei no auto

Dias 18/06 e 19/06 às 20h15
Dia 20 (domingo), às 20h
Teatro Timochenco Wehbi. 120 min. 18 anos.

Textos de Julio Conte e Oduvaldo Vianna Filho
Turma 48 da Escola de Teatro – FASCS
Direção – Tin Urbinatti

O exercício teatral reúne textos de dois importantes dramaturgos brasileiros. Um deles é Bailei na Curva, de Júlio Conte, que tem como pano de fundo os fatos políticos a partir do golpe militar de 1964 até o movimento das Diretas Já, em 1984. O outro é o Auto dos 99%, escrita por Vianinha nos anos 60. A peça questiona e propõe uma reflexão sobre a educação no Brasil e o direito ao acesso às instituições de ensino superior público.

Endereço
Fundação das Artes de São Caetano do Sul
(Teatro Timochenco Wehbi e Sala 25)
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fábula²

Montar um espetáculo dá trabalho? E dois então? Nem se fala não é mesmo? Pois a turma 31 se formou com dois espetáculos, sendo um infantil e outro adulto. À tarde apresentavam-se com o espetáculo A menina e o Vento, de Maria Clara Machado, e à noite faziam a apresentação do clássico texto de Calderón de la Barca, A vida é Sonho.


Cena de A menina e o vento. Foto: Rafael Pileggi

Cena de Vida é Sonho. Foto: Rafael Pileggi
Inspirador, não é mesmo?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estão abertas as inscrições para os testes da Fundação das Artes!

No 2º Semestre de 2011, a Escola de Teatro abrirá novas turmas para seus cursos livres e profissionalizante.

Clique aqui e acesse o Hot Site para ter mais detalhes sobre os testes

O período de inscrições vai de 06 de junho a 07 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h30 e, aos sábados, das 9h às 12h, na Secretaria da Fundação das Artes, situado à Rua Visconde de Inhaúma, 730, B. Nova Gerty, S. C. do Sul.

Para a inscrição é necessário trazer cópia simples dos seguintes documentos abaixo e realizar pagamento de uma taxa no valor de R$15,00.


Relação de Documentos
- Cédula de Identidade ou Certidão de Nascimento,
- CPF e um comprovante de residência;
- Duas fotos 3X4 e

Mais informações podem ser obtidas pelo fone (11) 4238-3030 ou no site www.fascs.com.br

A Fundação das Artes é composta por quatro escolas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. Clique aqui para ter informações sobre os cursos oferecidos em todas elas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Teatragem não tem fim

Pra quem sente falta do espetáculo de formatura da turma 43, Teatragem será apresentado neste domingo em São Paulo, com algumas alterações no elenco.


É uma ótima oportunidade para fazer um programa diferente: dar uma volta no Parque das Bicicletas e assistir um espetáculo de teatro de rua! E o melhor: de graça.

Dia: 29/05 (Domingo) - Horário: 12h
Local: PARQUE DAS BICICLETAS (Alameda Iraé, 35, Indianópolis, São Paulo, Brazil) Como chegar

Sinopse: Uma comédia que resgata a linguagem popular do sertão inspirado no universo de Guimarães Rosa. O Texto trata da história de jagunços que pressionados por um coronel precisam montar uma peça de teatro. O problema é que o grupo não imagina o que seja isso. E pior, a peça seria uma adaptação de “Sonhos de uma noite de verão”, de Shakespeare. A partir daí é desenvolvida a trama onde mostra a riqueza de nossa cultura através de uma linguagem própria, rica e mesclada à ignorância dos personagens que levam a frente este objetivo.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

A primeira temporada: Ópera do Malandro

Você sabia que nem sempre as turmas que se formavam na Fundação das Artes ficavam em temporada? Essa prática só começou a ser adotada em 1997, com a consagrada Ópera do Malandro dirigida por Seme Lufti que ficou em cartaz de  19/06 a 20/07 com apresentações de quinta a domingo. 

O Sérgio Azevedo, atuava no espetáculo como o Malandro e hoje, 14 anos depois, é ele quem assina a direção do espetáculo de formatura que está em cartaz.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A música no Teatro Épico – Kurt Weill




O Prof. Dr. Marco Antonio Guerra virá a Fundação das Artes para dar uma aula e contribuir com o processo de pesquisa do Núcleo 45 e demais interessados.

Mahagonny
– o processo continua


O Núcleo 45, empenhadíssimo na construção de toda uma cidade – nossa Mahagonny –, não para. Montar um espetáculo teatral, se for algo bem feito, nos dá duas coisas imensas: trabalho e prazer (e quem é do ramo gosta dos dois!). Daí estarmos comprometidos com um profundo mergulho no processo de criação, para que tenhamos, ao estrear em agosto próximo, um espetáculo que mostre isso: todo nosso trabalho e todo nosso prazer.

Assim, após a excelente palestra com o Prof. Dr. Roberto Coelho (PUC-SP e Universidade S. Judas Tadeu-USJT), que nos situou em relação aos contextos e motivos políticos-filosóficos-históricos-sociais – e, sobretudo, artísticos – que levaram Brecht a escrever Ascensão e queda da cidade de Mahagonny, agora é a vez de entendermos a contribuição da música de Kurt Weill ao teatro épico-dialético.

Para isso, convidamos o Prof. Dr. Marco Antonio Guerra (USP e USJT), que nos mostrará e explicará a importância dessa nova concepção musical para o teatro.

A aula será neste domingo, 15/05/2011, das 10h às 14h, no Teatro Timochenco Wehbi, com entrada franca. O convite é aberto aos alunos da Escola de Teatro e Música. Porém, quem mais estiver interessado em saber como se edifica a arte contemporânea está convidado, portanto.

Núcleo 45

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pronto para mudar

Será apresentado hoje no teatro da Fundação das Artes o espetáculo “Pronto para mudar” livremente inspirado na obra “Carta a una señorita en Paris”, de Julio Cortázar.

A peça nasceu do encontro de cinco artistas de origens, histórias, formações e experiências diferentes. As atrizes Mimi Bonnenfant, que vem da França, Michelle Gonçalves, de Belo Horizonte, e Priscila Jácomo, de São Paulo, encontraram-se com Janaína Leite e Juliana Sanches - integrantes do Grupo XIX de Teatro - em 2008, no Núcleo de Pesquisa “O limite como estudo”, orientado por estas, no espaço B_arco, durante três meses.

O espetáculo faz parte da programação de aniversário de 43 anos da Fundação das Artes. Muitos outros eventos gratuitos ocorrerão nessa semana! Clique aqui e confira!

Pronto para mudar
Com Janaina Leite, Juliana Sanches e Mimmi Bonnenfant
Dia 18 de abril, segunda-feira, às 21h na Fundação das Artes de São Caetano do Sul
Endereço: Rua Visconde de Inhaúma, 730 | Bairro Nova Gerty | São Caetano do Sul

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Grupo de Estudos sobre a arte do Ator

A Cia Teatro Balagan abre inscrições para um grupo de estudos dedicado a investigação dos princípios do movimento cênico, a partir das propostas do encenador russo Vsevolod Meyerhold. 

O Grupo de Estudos abordará os princípios do movimento através do trabalho técnico com bastões, da aprendizagem de alguns dos Estudos Biomecânicos e dos seus princípios expressivos, além da reflexão teórica sobre as proposições para a arte do ator e do desenvolvimento daBiomecânica na trajetória artística de Meyerhold.