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quinta-feira, 1 de março de 2012

A Trajetória da Turma 46

Enquanto a estreia não chega, vamos fazer um pouco mais de mistério e deixar as fotos dos processos para depois. A Turma 46, que se forma neste Semestre, teve um longo caminho percorrido, desde 2009, quando fomos recebidos no Galope pela Turma 45. Quem não se lembra das máscaras e presentes que ganhamos de nossos padrinhos? Naquela época a turma era grande, éramos em vinte alunos:



Sofremos uma perda no caminho (nossa querida Carla trancou a matrícula), e no final do P1 apresentamos a Prova Tripla, que é a nossa primeira oportunidade de termos a experiência de conceber uma cena e apresentá-la, ainda que só para os professores: 


E o nosso Galope? Foi, no mínimo, polêmico! Tomamos a decisão de fazermos apenas uma parte dele aberto a todos, o apadrinhamento, e a festa para nossos afilhados seguiu fechada. Foi um banquete, e notem a coincidência, o tema era Shakespeare:


Sobrevivemos ao P2 (não todos, pois mais alguns ficaram pelo caminho, deixando saudades), e seguimos firmes e fortes, ansiosos para a nossa primeira apresentação de um Exercício Cênico. "Trinca de Damas" foi dirigido pelo querido Pedro Alcântara, e foi inesquecível para todos. Grandes textos de grandes damas do teatro brasileiro foram levados à sala 25: 


No P3, também tivemos as memoráveis aulas de Maquiagem com a não menos memorável Ana Icó. Aqui vão algumas fotos de todo o Semestre, divertido, e trabalhoso: 










E ainda, neste semestre, apresentamos o "Justa Cólera", dirigido por Tin Urbinatti, com textos de Plínio Marcos:


No quarto semestre, além das lindas aulas de canto com o Daniel, apresentamos "Selado: {Digitado & Manuscrito}, com textos de cartas, que iam desde Saramago e Cacilda Becker, até Oscar Wilde. Mal sabíamos que o Celso, que nos dirigiu neste Semestre, seria o nosso diretor de Formatura:



E, finalmente, no quinto Semestre, antes de começarmos nosso processo de Formatura, mais uma vez Pedro Alcântara nos orientou em "O Último Carro", de João das Neves:



Foram três anos, e três meses, desde então. Aos que não puderam concluir o curso conosco, e aos que continuaram em outras Turmas, nossa estreia no dia 11 de março é dedicada também a vocês: Carla, Sólon, Thaís, Tamires, Wallace, Diego, Thalita, Joyce, Laís, Edu, Marcelo, Felipe. E claro, também nossos professores, orientadores, mestres, que vieram do nosso primeiro semestre, até agora: Celso Correia Lopes, Pedro Alcântara, Ana Luíza Icó, Warde Marx, Paulinho, Alexandre Dressler, Sérgio de Azevedo, Edmilson, Célia Luca, Melissa Aguiar, Paula Carrara, Tin Urbinatti, Vanessa, Lídia Zózima e Lígia Campos. Obrigada e até dia 11 de março!



Por Carolina Ferraresi

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fotos do XIS!

Confira algumas fotos do exercício de 4º período XIS orientado pela professora Melissa Aguiar e realizado pelos alunos da turma 48 da Fundação. Várias cenas (fragmentos) que em sua relação forma/conteúdo giravam ao redor de alguns temas centrais como: a banalização da violência, o mundo de ponta cabeça e... muitas xícaras!





fotos por Ana Paula Lazari
para ver mais fotos dos espetáculos da Mostra 2011 da FASCS confira o flickr da fotógrafa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O diário de Anne Frank - turma 50

Para quem assistiu poder lembrar e para quem não assistiu poder ver o que perdeu. Algumas fotos do exercício de 2º período da Turma 50, orientado por Ana Paula Demambro:

O diário de Anne Frank







fotos por: Ana Paula Lazari
confira seu flickr e veja mais fotos

sábado, 12 de novembro de 2011

2ª Parada Artística de São Caetano do Sul

Dia 15 (Terça). Fundação das Artes. 14h. Livre

Aberto a qualquer interessado, a Parada Artística, que terá concentração em frente à Fundação das Artes e será dividida em alas temáticas e livres. Serão 1.100 metros pela Rua Visconde de Inhaúma, Avenida Paraíso, Rua Amazonas e Rua Fernando Simonsen. Ao chegar à entrada do Espaço Verde Chico Mendes, os participantes serão recebidos pelos integrantes do Grupo Musical Funk Como le Gusta.


Neste evento conjunto das Mostras 2011 de Música e de Teatro, a Fundação das Artes e o SESC São Paulo, por meio da unidade São Caetano, oferecem uma atividade de artes integradas, a qual será dividida em parada artística e show musical e contará diversas atividades ao longo da tarde.

Confira as demais atrações da Mostra no novo site da Fundação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mostra Fundação das Artes 2011 - 2° semestre






Acompanhe a Mostra da Fundação das Artes - 2° semestre!!! De 04 de novembro a 18 de dezembro...

Acesse o novo site da FASCS e confira a programação.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu primeiro estágio na Fundação

Por Joelma Schmidt

Há alguns dias atrás, fui convidada pela Suelen Almeida para fazer técnica no exercício cênico da turma 47, "Maçã". Como as provas estavam terminando aceitei, no dia da estréia cheguei três horas antes para receber as instruções, já estavam na metade do último ensaio geral, aquele corre de sempre e ainda faltava apertar vários parafusos...

Quando me entregaram o roteiro, confesso que bateu uma insegurança, pois eu daria suporte para a Érica Arnaldo na bilheteria, tarefa não muito simples, pois como o processo tratava da busca pela identidade, a retirada dos ingressos era feito dentro de uma Kombi antiga, onde, ao som de Edith Piaf, o público passava por um processo de identificação recebendo um novo RG.

A segunda tarefa era apoio no corredor, avisar a Lu quando deveria entrar, apagar o refletor quando Marcelo atravessasse a porta, recolher as roupas da Lu que seriam jogadas no corredor, ajudar aThalita a soltar a fita do cabelo passar a mesma no encosto da cadeira que ela usaria, dar um laço, quando uma escada saísse eu deveria cortar o elástico, varrer os cacos dos pratos que em determinado momento seriam quebrados no corredor (o barulho dos cacos sendo recolhido fazia parte da cena), descer um lance de escada acender o refletor da Thalita, subir, ascender o refletor do corredor e por último aparecer na porta e dizer: Boa noite meu nome é Joelma Schmidt sou atriz, mãe e gosto de varrer pratos (o varrer pratos fica por conta da minha ‘criativides’).

Foi paulera! Mas estou muito feliz! Fui muito bem recebida, conhecia apenas duas pessoas da turma, identifiquei-me tanto com o processo que me senti parte dele. Espero ter sido útil.

E você? Qual a sua utilidade?

Muito obrigada à Melissa Aguiar e turma 47



Joelma Schmidt é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fotos da Mostra - parte 1

Confira as fotos dos exercícios de interpretação das Turmas 48 e 49 na FanPage do blog no Facebook e aproveite para curtir!

Fotos: Ana Paula Lazari.
A última flor - Turma 49

Bailei no Auto - Turma 48



sábado, 25 de junho de 2011

Turmas 46 e 47 estreiam hoje!

Maçã e O último carro ficam em cartaz neste e no próximo final de semana. Programe-se e venha prestigiar!

Maçã - Turma 47

"Um papel branco e vazio que pedirá para ser preenchido e assim levará a letra e o pensamento"
Processo tão solitário e coletivo no qual no meio do caminho foi norteado pelo tema identidade... Qual a minha identidade quanto ator/criador? Qual a identidade do trabalho?Qual a minha maça neste processo? Eu/maça e minha utilidade como pessoa que vive e produz.
O processo do ponto de vista da estrutura cênica o processo teve como foco a relação do corpo com o espaço de encenação. Espaço que ocupo, espaço arquitetura, espaço que produz significado.
Algumas palavras e devaneios que fizeram parte do processo
"Nada disso existe na verdade, nem essa pessoa que aqui escreve "
"Identidade de descobrir identidades"
"Talvez ser nós mesmos seja agregar o que gostamos do outro em nós"
"Senti o aperto, o sentimento da perda de si mesmo"
"A troca de olhar me entrelaçou de um jeito, que não queria mais desgrudá-la."
"A menina mais triste que já segurou o martine, sem sapatos."
"Já deu a hora, pessoas me olham, será que estou mal vestida ou será que sou feia?"
Orientação – Melissa Aguiar

Elenco: Fábio Stancius, Lucianny Bianco, Marcelo Magalhães, Sérgio Sasso, Suelen Almeida e Thalita Marangon 

25 /06(sábado), às 20h
26/06 (domingo), às 18h e 20h
01/07 (sexta), às 20h
02/07 (sábado), às 18h e 20h
03/07 (domingo), às 18h e 20h
Sala 25. 90 min. 18 anos. Grátis.

O último carro  - Turma 46
Qual o destino do trem que governa nossas vidas? A analogia de um trem desgovernado e sem maquinista com o destino humano. Neste texto investigamos, através de personagens que fazem parte do nosso dia a dia mas que se tornam seres invisíveis, marginalizados e excluídos pelas próprias condições de nossa realidade, com a complexa relação do homem com seu destino e a luta pela simples sobrevivência. Quebrando as bases realistas e utilizando-se do recurso de aproximação e distanciamento revelamos o ator e personagem de uma forma ora cômica, ora lírica e ora trágica. Pretendemos trazer a reflexão de como traçamos nossas vidas e como o homem anula sua própria existência pela simples necessidade de sobrevivência. Parece sem lógica este raciocínio. Existência e sobrevivência deveriam coexistir, mas numa sociedade materialista com objetivos fúteis nós deixamos de nos perceber como seres para vida para nos tornarmos peças descartáveis de um sistema falido.

Texto: João das Neves
Orientação – Pedro Alcântara

Elenco: Anderson Galvão, Ângelo Mauriz, Arthur Martinez, Carolina Ferraresi, Cristina Chicon, Dani Spina, Felipe Menezes, Fernanda Peviani, Ingrid Daniele, Nathaly Léo e Rodrigo Freitas.

25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.
Teatro Timochenco Wehbi. 90 min. 16 anos. Grátis. 

Fundação das Artes de São Caetano do Sul
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS

terça-feira, 21 de junho de 2011

“O Último Carro” e a Turma 46

Por Carolina Ferraresi


Às vésperas de nossa estreia do Quinto Período na Fundação das Artes, nós, da Turma 46, deparamo- nos com a realidade e o impacto daquele texto em nossas próprias vidas. O texto, escrito por João das Neves na década de 70, é uma metáfora sobre o Brasil como um trem desgovernado. Além disso, retrata a realidade do país e seus tipos mais comuns: o operário, a prostituta, mendigos e trabalhadores, idosos e jovens, que se encontram em um mesmo e único lugar: o trem.

E qual a importância deste texto ainda hoje? Bem, durante nossos laboratórios, que realizamos durante o Semestre, e enquanto gravávamos os depoimentos e entrevistas nas estações, éramos levados a reconhecer os personagens daquele trem. A senhora que nos contou sobre sua vida, e a sofrida vida de sua filha enquanto dependia do transporte e acordava às cinco da manhã; o trabalhador que não tinha outra opção a não ser o trem; o grupo de jovens que usa o trem para ir para o trabalho, e aos finais de semana, para lazer; a mãe que utilizava o trem com seu filho; dentre outros, que eram exatamente o universo de que fala João das Neves.

No mês de junho, na fase final de nosso trabalho, tivemos de enfrentar mais um contratempo por conta do transporte público, e que nos levou de volta novamente ao “O Último Carro”: a greve que atingiu o ABC e a cidade de São Paulo, nos trens, metrôs e ônibus. A maioria de nossa turma depende desse serviço básico e todos foram afetados pela greve. Semanas mais tarde, um acidente entre um ônibus, que despencou de um viaduto em São Caetano do Sul, e colidiu com o trem que passava logo embaixo, novamente nos jogava na cara tudo aquilo de que fala o texto: estamos todos dentro de um trem, que descarrila em direção à morte.

Respondendo à pergunta feita anteriormente, e tendo em vista todos esses fatos acontecidos recentemente, podemos dizer que, sim, o texto é ainda muito atual. Todos nos identificamos com seus personagens e suas vidas. Estamos todos dentro deste mesmo trem. Alguns assumem o controle da situação, outros se deixam levar. Mas temos uma coisa em comum: seu destino final. Saber o que fazer durante seu trajeto é o que nos difere, e apenas isto.



Carolina Ferraresi é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 46. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.



"O Último Carro"  estréia neste final de semana e terá  cinco apresentações. Confira as datas:
25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Turmas 49 e 48 iniciam a Mostra de Teatro neste fim de semana!

Neste sábado começam as apresentações da Mostra de Teatro do primeiro semestre de 2011. As primeiras apresentações são das turmas 49 e 48, segundo e terceiro período do curso profissionalizante, respectivamente.

Clique aqui e veja toda a programação da mostra que vai até o dia 03/07! Todas as apresentações são gratuitas.

A última flor
Dias 18/06 e 19/06 às 19h e 21h
Dia 22/06 às 20h
Sala 25. 80 min. 14 anos.

Concepção a partir dos textos de Tenessee Williams
Turma 49 da Escola de Teatro – FASCS
Orientação – Ana Paula Demambro

A ultima flor é o primeiro exercício da Turma 49. Em comemoração ao centenário de nascimento do dramaturgo americano Tenessee Williams o grupo investiga, a partir dos textos Um bonde chamado desejo e O quarto escuro, a interpretação e a estética realista.

Bailei no auto

Dias 18/06 e 19/06 às 20h15
Dia 20 (domingo), às 20h
Teatro Timochenco Wehbi. 120 min. 18 anos.

Textos de Julio Conte e Oduvaldo Vianna Filho
Turma 48 da Escola de Teatro – FASCS
Direção – Tin Urbinatti

O exercício teatral reúne textos de dois importantes dramaturgos brasileiros. Um deles é Bailei na Curva, de Júlio Conte, que tem como pano de fundo os fatos políticos a partir do golpe militar de 1964 até o movimento das Diretas Já, em 1984. O outro é o Auto dos 99%, escrita por Vianinha nos anos 60. A peça questiona e propõe uma reflexão sobre a educação no Brasil e o direito ao acesso às instituições de ensino superior público.

Endereço
Fundação das Artes de São Caetano do Sul
(Teatro Timochenco Wehbi e Sala 25)
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS