quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu primeiro estágio na Fundação

Por Joelma Schmidt

Há alguns dias atrás, fui convidada pela Suelen Almeida para fazer técnica no exercício cênico da turma 47, "Maçã". Como as provas estavam terminando aceitei, no dia da estréia cheguei três horas antes para receber as instruções, já estavam na metade do último ensaio geral, aquele corre de sempre e ainda faltava apertar vários parafusos...

Quando me entregaram o roteiro, confesso que bateu uma insegurança, pois eu daria suporte para a Érica Arnaldo na bilheteria, tarefa não muito simples, pois como o processo tratava da busca pela identidade, a retirada dos ingressos era feito dentro de uma Kombi antiga, onde, ao som de Edith Piaf, o público passava por um processo de identificação recebendo um novo RG.

A segunda tarefa era apoio no corredor, avisar a Lu quando deveria entrar, apagar o refletor quando Marcelo atravessasse a porta, recolher as roupas da Lu que seriam jogadas no corredor, ajudar aThalita a soltar a fita do cabelo passar a mesma no encosto da cadeira que ela usaria, dar um laço, quando uma escada saísse eu deveria cortar o elástico, varrer os cacos dos pratos que em determinado momento seriam quebrados no corredor (o barulho dos cacos sendo recolhido fazia parte da cena), descer um lance de escada acender o refletor da Thalita, subir, ascender o refletor do corredor e por último aparecer na porta e dizer: Boa noite meu nome é Joelma Schmidt sou atriz, mãe e gosto de varrer pratos (o varrer pratos fica por conta da minha ‘criativides’).

Foi paulera! Mas estou muito feliz! Fui muito bem recebida, conhecia apenas duas pessoas da turma, identifiquei-me tanto com o processo que me senti parte dele. Espero ter sido útil.

E você? Qual a sua utilidade?

Muito obrigada à Melissa Aguiar e turma 47



Joelma Schmidt é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Crueldade

Por Danielle Spina

O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma...

Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre...

O bom combate é aquele que é travado em nome dos nossos sonhos. Quando eles explodem em nós é com todo vigor - na juventude - nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço terminamos aprendendo a lutar, e então, já não temos a mesma coragem para combater.

Por causa disso, nos voltamos contra nós mesmos, e passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar ou fruto de nosso desconhecimento das realidades da vida.Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o bom combate.

O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas que nada faziam, estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que deveria realizar, e se queixam constantemente que o dia é curto demais

O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas, porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco tempo de nossa existência.

E finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a PAZ. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos perder em grandes coisas e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância e conseguimos realização pessoal e profissional.

Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranquilidade.

Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos, começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses . O queríamos evitar no combate - a decepção e a derrota - passa a ser o único legado de nossa covardia.

E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos liberte de nossas certezas, de nossas ocupações e principalmente daquela terrível paz da tarde de domingo.


Danielle Spina é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 46. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Encerram-se amanhã as inscrições para as oficinas do Cena de Teatro 2011

UPDATE: FORAM PRORROGADAS ATÉ O DIA 07/07/2011! 


As vagas são preenchidas mediante inscrição com carta de interesse (uma página, no máximo). As inscrições serão aceitas na Fundação das Artes ou pelo email cenadeteatro@fascs.com.br até 01 de julho (sexta). Veja mais informações no site www.fascs.com.br. A lista de selecionados será publicada no site dia 06 de julho (quinta).


Para ver a programação completa do Cena de Teatro 2011, clique aqui.

Haverá certificado para quem participar de, no mínimo, 75% da carga horária.


A poética em cena, com Hélio Cícero (3h de duração) | dia 09, das 14h às 17h
O workshop é centrado na conscientização do corpo do ator, de onde tudo emerge e para onde tudo retorna. Devido à intensa dissociação que o mundo ocidental e tecnológico nos provoca, onde corpo - mente - espírito estão separados, propõe-se buscar, na sabedoria oriental, um equilíbrio que nos indique os caminhos de retorno ao ser criativo e infinito que somos. Esta preocupação com a pessoa do ator nos leva à individuação junguiana, resultando naquilo de mais moderno e mais antigo que existe na arte de representar: o depoimento pessoal.
Público alvo: atores/atrizes e/ou estudantes de teatro.
Idade mínima: 18 anos

Teatro e música unidos: possibilidades de criações, com Carlos Bauzys (10h de duração) | dias 9 e 10, das 9h30 às 13h e dia 16, das 10h às 13h
Trabalhando a música no ator e a atuação no músico, muitas possibilidades de criações se abrem para qualquer grupo teatral ou musical. Percussão corporal, ritmos, conceitos musicais e teatrais, texto, coreografias e cenas serão alguns dos instrumentos que trabalharemos nessa oficina. Depois disso, serão feitas criações coletivas envolvendo essas duas artes, de maneira que se desperte o interesse por essa experimentação nos participantes. Essa é uma pesquisa infinita. Com esse impulso, queremos que cada um ainda possa descobrir novos caminhos unindo intimamente o teatro e a música.
Público alvo: atores, cantores, músicos, dançarinos.
Idade mínima: 12 anos.

Palco Fora do Eixo |  Processo colaborativo entre grupos: ampliando os horizontes por meio da rede, com Claudia Shculz e Luise Scherer (10h de duração) | dias 11 e 12, das 14h às 19h
Esta oficina objetiva desenvolver um panorama cênico local e nacional dos agentes cênicos brasileiros focada em estratégias organizacionais e estruturais a partir dos relatos das realidades de cada ambiente. Assim, almeja-se vislumbrar aspectos comuns entre essas realidades e, a partir deles, elaborar uma estrutura organizacional e operante que amplie as relações entre os agentes cênicos/culturais por meio do processo colaborativo em rede, que possuí como pilares: planejamento, sustentabilidade (troca de serviços), política e comunicação.
Público alvo: aberto a todos os artistas (cias/grupos/independentes), agentes e articuladores cênicos que possuam interesse no debate e estruturação sobre rede cênica independente.



Histórias Reais – Teatro Documentário, com Janaína Leite e Fepa (7h de duração) | dia 15, das 10h às 18h
Como trazer para o teatro a experiência documental? Quais recursos? Quais implicações estéticas, éticas? Que possibilidades de aprofundamento e sofisticação no uso de material documental e material ficcional? Como transitar entre esses limites? Como apagar os limites? Essas são perguntas que movem o trabalho na oficina "Histórias Reais". O título foi extraído de um livro da artista plástica francesa Sophie Calle onde a também escritora narra 12 experiências reais. A artista é designada como uma "artista em primeira pessoa" e se tornou notória por redimensionar o privado dentro uma perspectiva estética universalizante. Na oficina "Histórias reais" mais do que um resgate e criação a partir de histórias vividas, propomos uma reflexão, a partir de exemplos no cinema e no teatro, sobre alguns aspectos relacionados a ideia de "realidade" quando usada como material criativo.
Público alvo: Interessados no tema em geral.
Idade mínima: 18 anos. 

Fotos da Mostra - parte 1

Confira as fotos dos exercícios de interpretação das Turmas 48 e 49 na FanPage do blog no Facebook e aproveite para curtir!

Fotos: Ana Paula Lazari.
A última flor - Turma 49

Bailei no Auto - Turma 48



terça-feira, 28 de junho de 2011

'A Última Flor' no SESC!

Hoje às 20h os alunos da turma 49 apresentam o exercício de interpretação "A Última Flor" no SESC São Caetano com entrada franca. Prestigiem!

O trabalho foi montado a partir dos textos "Um bonde chamado desejo" e "O quarto escuro" do dramaturgo Tennessee Williams.


SESC São Caetano

Rua Piauí, 554 | Bairro Santa Paula - São Caetano do Sul - SP
Os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do espetáculo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por Joelma Schmidt


Fazer
Pensar
Criar
Comunicar
Brincar
Jogar
Lutar
Amar
Aceitar
Pausar
Organizar
Respirar... Sim, saber respirar é fundamental, assim como o teatro é fundamental na minha vida!



Joelma Schmidt é aluna do curso profissionalizante de Teatro da Fundação das Artes e integra a turma 50. Quer ver seu texto aqui? Mande para teatrofascs@gmail.com.



sábado, 25 de junho de 2011

Turmas 46 e 47 estreiam hoje!

Maçã e O último carro ficam em cartaz neste e no próximo final de semana. Programe-se e venha prestigiar!

Maçã - Turma 47

"Um papel branco e vazio que pedirá para ser preenchido e assim levará a letra e o pensamento"
Processo tão solitário e coletivo no qual no meio do caminho foi norteado pelo tema identidade... Qual a minha identidade quanto ator/criador? Qual a identidade do trabalho?Qual a minha maça neste processo? Eu/maça e minha utilidade como pessoa que vive e produz.
O processo do ponto de vista da estrutura cênica o processo teve como foco a relação do corpo com o espaço de encenação. Espaço que ocupo, espaço arquitetura, espaço que produz significado.
Algumas palavras e devaneios que fizeram parte do processo
"Nada disso existe na verdade, nem essa pessoa que aqui escreve "
"Identidade de descobrir identidades"
"Talvez ser nós mesmos seja agregar o que gostamos do outro em nós"
"Senti o aperto, o sentimento da perda de si mesmo"
"A troca de olhar me entrelaçou de um jeito, que não queria mais desgrudá-la."
"A menina mais triste que já segurou o martine, sem sapatos."
"Já deu a hora, pessoas me olham, será que estou mal vestida ou será que sou feia?"
Orientação – Melissa Aguiar

Elenco: Fábio Stancius, Lucianny Bianco, Marcelo Magalhães, Sérgio Sasso, Suelen Almeida e Thalita Marangon 

25 /06(sábado), às 20h
26/06 (domingo), às 18h e 20h
01/07 (sexta), às 20h
02/07 (sábado), às 18h e 20h
03/07 (domingo), às 18h e 20h
Sala 25. 90 min. 18 anos. Grátis.

O último carro  - Turma 46
Qual o destino do trem que governa nossas vidas? A analogia de um trem desgovernado e sem maquinista com o destino humano. Neste texto investigamos, através de personagens que fazem parte do nosso dia a dia mas que se tornam seres invisíveis, marginalizados e excluídos pelas próprias condições de nossa realidade, com a complexa relação do homem com seu destino e a luta pela simples sobrevivência. Quebrando as bases realistas e utilizando-se do recurso de aproximação e distanciamento revelamos o ator e personagem de uma forma ora cômica, ora lírica e ora trágica. Pretendemos trazer a reflexão de como traçamos nossas vidas e como o homem anula sua própria existência pela simples necessidade de sobrevivência. Parece sem lógica este raciocínio. Existência e sobrevivência deveriam coexistir, mas numa sociedade materialista com objetivos fúteis nós deixamos de nos perceber como seres para vida para nos tornarmos peças descartáveis de um sistema falido.

Texto: João das Neves
Orientação – Pedro Alcântara

Elenco: Anderson Galvão, Ângelo Mauriz, Arthur Martinez, Carolina Ferraresi, Cristina Chicon, Dani Spina, Felipe Menezes, Fernanda Peviani, Ingrid Daniele, Nathaly Léo e Rodrigo Freitas.

25/06 (sábado), às 20h30
26/06 (domingo), às 20h30
27/06 (segunda-feira), às 20h30
02/07 (sábado), às 20h30
03/07(domingo), às 20h30.
Teatro Timochenco Wehbi. 90 min. 16 anos. Grátis. 

Fundação das Artes de São Caetano do Sul
Rua Visconde de Inhaúma, 730 – Nova Gerty – SCS