No último sábado, dia 16, as Turmas 48 e 49 fecharam com chave de ouro a Mostra de Teatro da Fundação das Artes. Com sessões lotadas, as turmas mostraram o resultado de suas pesquisas durante o Semestre. A Turma 49, com "O Dia Dele é Meu", apresentou uma versão intimista, e totalmente lírica sobre "O Pequeno Príncipe". Já a turma 48 seguiu pela linha da comédia para falar sobre a disputa de poder em uma cidade, acerca da construção de uma torre, em "A Torre em Concurso".
Aqui estão algumas fotos de "O Dia dele é Meu":
E "A Torre em Concurso":
Todas as fotos você encontra nos nossos álbuns na página do Facebook, clicando aqui.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Duas estreias neste sábado agitam a Mostra de Teatro
Hoje, sábado, estreiam mais dois Exercícios na Mostra de Teatro da Fundação das Artes. As turmas dos Quarto e Quinto Períodos, às 20 horas, mostram o resultado dos estudos deste Semestre, com "O Dia dele é meu", e "A Torre em Concurso", respectivamente.
Sobre o Quarto Período, conversamos com a aluna Marcella Silveira, que nos contou um pouco sobre o processo com o texto "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry:
"Soubemos que íamos trabalhar esse livro acho que rápido até. Começamos fazendo vários exercícios de apoios, usando 4 apoios, depois 3, 2 e 1. Passamos algumas poucas aulas com exercícios de "descoberta" do corpo e logo depois já fomos informados que talvez trabalharíamos com esse textto. Lemos e discutimos cada capítulo, dizendo o que ele transmitia a todos e tudo mais. Com o texto mais "claro" pra nós, dividimos em cenas e a cada aula pegávamos um capítulo (cada um escolhia o seu individualmente) para trazer uma cena para o próximo. Depois de um tempo dividindo e levando cenas em aula, o Celso, com ajuda da Célia, começaram a moldar mais as cenas. Não que isso tenha ocorrido no começo, mas é que antes eles davam mais dicas do que poderia ser mudado em cena, falando o que era interessante e o que podia ser descartado."
E as dificuldades?
"Não digo que foi uma dificuldade, mas como no P3 trabalhamos o lado cômico, tivemos que começar a nos "desapegar" desse lado para cair num lado mais "pesado", não sei se essa seria a palavra certa.".
Já no Quinto Período, os alunos trabalharam, com a orientação do professor Sérgio de Azevedo, o texto "A Torre em Concurso".
Então, corre pra ver, porque só tem mais dois finais-de-semana!
"O Dia Dele é Meu"
Orientação: Celso Correia Lopes
Dias 9/6, às 20h, 10/6, às 18h e 20h, 15/06 às 20h e 16/06, às 18h e 20h.
"A Torre em Concurso"
Orientação: Sérgio de Azevedo
Dias 9, 10, 11, 13 e 16/06, às 20h.
Eventos Gratuitos.
Fundação das Artes: Rua Visconde de Inhaúma, 730. Bairro Nova Gerty. São Caetano do Sul.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
"As Criadas", de Jean Genet
Abrindo a Mostra de Teatro de 2012 da Fundação das Artes, a Turma 51 apresenta seu primeiro Exercício Cênico, baseado no texto de Jean Genet, "As Criadas".
A peça, que estreou originalmente em 1947, foi alvo de muita polêmica na época, pois criticava a sociedade burguesa da época e expunha estruturas conturbadas e diferenças sociais. Genet, que era homossexual, filho de uma prostituta e pai desconhecido, foi adotado por um casal em Borgonha. Sua juventude foi marcada por escândalos e ele passou parte de sua vida em reformatórios e prisões, sempre escrevendo. Morreu em 1986, depois de tentar o suicídio após a morte de seu companheiro, e depois de ter se envolvido em inúmeras causas sociais e políticas.
Conversamos com a aluna Amanda Furlan sobre o Exercício, e ela mesma disse que, assim como a peça e seu autor, o processo também foi bastante conturbado: "O fato de sermos só em três pessoas dificultou bastante, sabe? Tanto para ajudar com coisas da produção, quanto pra motivação no geral. A questão da produção deu muito trabalho, talvez não só por sermos em três pessoas, mas por falta de experiência também. Passamos por momentos desesperadores(...)". Mas nem tudo foi tão sofrido. Ela contou que a orientação da professora Ana Paula Demambro foi muito importante nesta ocasião, e que ela conseguiu fazê-las enxergar a situação sob uma perspectiva diferente, "...o que com certeza nos ajudará nos próximos processos", disse Amanda.
Sobre o Exercício, ela ainda nos contou que o texto sofreu inúmeros cortes de cena e mudanças, por causa da quantidade de atrizes. Como ela mesma definiu, a encenação seria realista, mas um pouco diferente, "com umas loucuras no meio".
O convite está feito. Se você quiser conhecer um pouco da obra deste autor tão intrigante, Jean Genet, e a Turma 51, confira os horários de apresentações:
"As Criadas", com a Turma 51.
Integrantes: Amanda Furlan, Amanda Regina e Juliana Lacerda
Orientação: Ana Paula Demambro
Dias 2, 3 e 5 de Junho.
Sábado e Domingo, às 18h e 20h. Terça, às 20h.
Evento gratuito. A bilheteria abre uma hora antes. Lugares limitados. Sala 25.
A peça, que estreou originalmente em 1947, foi alvo de muita polêmica na época, pois criticava a sociedade burguesa da época e expunha estruturas conturbadas e diferenças sociais. Genet, que era homossexual, filho de uma prostituta e pai desconhecido, foi adotado por um casal em Borgonha. Sua juventude foi marcada por escândalos e ele passou parte de sua vida em reformatórios e prisões, sempre escrevendo. Morreu em 1986, depois de tentar o suicídio após a morte de seu companheiro, e depois de ter se envolvido em inúmeras causas sociais e políticas.
Conversamos com a aluna Amanda Furlan sobre o Exercício, e ela mesma disse que, assim como a peça e seu autor, o processo também foi bastante conturbado: "O fato de sermos só em três pessoas dificultou bastante, sabe? Tanto para ajudar com coisas da produção, quanto pra motivação no geral. A questão da produção deu muito trabalho, talvez não só por sermos em três pessoas, mas por falta de experiência também. Passamos por momentos desesperadores(...)". Mas nem tudo foi tão sofrido. Ela contou que a orientação da professora Ana Paula Demambro foi muito importante nesta ocasião, e que ela conseguiu fazê-las enxergar a situação sob uma perspectiva diferente, "...o que com certeza nos ajudará nos próximos processos", disse Amanda.
Sobre o Exercício, ela ainda nos contou que o texto sofreu inúmeros cortes de cena e mudanças, por causa da quantidade de atrizes. Como ela mesma definiu, a encenação seria realista, mas um pouco diferente, "com umas loucuras no meio".
O convite está feito. Se você quiser conhecer um pouco da obra deste autor tão intrigante, Jean Genet, e a Turma 51, confira os horários de apresentações:
"As Criadas", com a Turma 51.
Integrantes: Amanda Furlan, Amanda Regina e Juliana Lacerda
Orientação: Ana Paula Demambro
Dias 2, 3 e 5 de Junho.
Sábado e Domingo, às 18h e 20h. Terça, às 20h.
Evento gratuito. A bilheteria abre uma hora antes. Lugares limitados. Sala 25.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Virada Cultural Paulista
Neste final-de-semana, dias 19 e 20 de Maio, acontece a Virada Cultural Paulista, em diversas cidades do Estado de São Paulo.
São espetáculos de dança, música, teatro, além de oficinas e exposições, dentre muitas outras atrações.
Confira a programação e programe-se!
São espetáculos de dança, música, teatro, além de oficinas e exposições, dentre muitas outras atrações.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Últimas semanas de "Trabalhos de Amor Perdidos"
Para quem ainda não foi, e para quem foi e quer ir de novo: a temporada da Turma 46 de Teatro com "Trabalhos de Amor Perdidos" está quase acabando!
Só vai até dia 20 de maio. Você tem duas semanas para conferir os "trabalhos", então, programe-se!
Foto: Leoni Ferraresi
"Trabalhos de Amor Perdidos", com o Núcleo 46 de Teatro. Direção: Celso Correia Lopes
Dias 12, 13, 19 e 20 de Maio. Sábados, às 20h. Domingos, às 19h.
Ingressos: R$10,00.
Só vai até dia 20 de maio. Você tem duas semanas para conferir os "trabalhos", então, programe-se!
Foto: Leoni Ferraresi
"Trabalhos de Amor Perdidos", com o Núcleo 46 de Teatro. Direção: Celso Correia Lopes
Dias 12, 13, 19 e 20 de Maio. Sábados, às 20h. Domingos, às 19h.
Ingressos: R$10,00.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Comemoração dos 44 anos da Fundação
As comemorações dos 44 anos da Fundação das Artes já começaram, e neste final-de-semana acontecem diversas atrações espalhadas pelos espaços de cultura da cidade.
Alguém sabia que a Fundação foi construída para ser uma faculdade de Economia? Milton Andrade, em 1968, tomou a escola, trouxe pianos importados doados, e avisou a todos que estava fundada, ali, nossa Escola. Por causa disso, existe o projeto para homenagear Milton Andrade e mudar o nome da nossa Escola. Milton foi diretor geral por 14 anos e teve enorme importância na nossa História.
(A peça "Trabalhos de Amor Perdidos", que faz parte das comemorações, e nos dias 28 e 29 de abril acontecerá com Entrada Franca.)
A programação completa das comemorações, que vão até dia 29 de abril, você encontra aqui:
http://fascs.com.br/pdf/comemora_44_anos.pdf
Alguém sabia que a Fundação foi construída para ser uma faculdade de Economia? Milton Andrade, em 1968, tomou a escola, trouxe pianos importados doados, e avisou a todos que estava fundada, ali, nossa Escola. Por causa disso, existe o projeto para homenagear Milton Andrade e mudar o nome da nossa Escola. Milton foi diretor geral por 14 anos e teve enorme importância na nossa História.
(A peça "Trabalhos de Amor Perdidos", que faz parte das comemorações, e nos dias 28 e 29 de abril acontecerá com Entrada Franca.)
A programação completa das comemorações, que vão até dia 29 de abril, você encontra aqui:
http://fascs.com.br/pdf/comemora_44_anos.pdf
quarta-feira, 18 de abril de 2012
"Belisa e Perlimplim: um amor bonito assim, bem no meio do jardim... Enfim".
Nesta quinta- feira, dia 19 de abril, dois alunos formados em Teatro pela Fundação das Artes farão sua estreia no Sesc de São Caetano, Junior Docini e Victor Merseguel. Formados pela Escola em 2009, com o espetáculo "Assim que passarem cinco anos", de Federico Garcia Lorca, eles se encontram em mais um trabalho, coincidentemente com o mesmo autor, baseado em "O Amor de Dom Perlimplim por Belisa em seu Jardim". A peça fala, essencialmente, de amor, e conta a história de um velho senhor que se apaixona por uma menina.
Com Júnior Docini e Victor Merseguel
Dia 19 de abril, quinta, às 20hs
Atividade gratuita - Retirada de ingressos pela rede Ingresso SESC
Não recomendada para menores de 12 anos
SESC São Caetano
Rua Piauí, 554 - B. Santa Paula
Tel.: 11 4223-8800
email@scaetano.sescsp.org.br
Dia 19 de abril, quinta, às 20hs
Atividade gratuita - Retirada de ingressos pela rede Ingresso SESC
Não recomendada para menores de 12 anos
SESC São Caetano
Rua Piauí, 554 - B. Santa Paula
Tel.: 11 4223-8800
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Com a palavra... Simone Zaidan
No começo deste ano, a Fundação recebeu a mais nova profissional da casa, a professora Simone Zaidan, 36 anos. Ela está dando aulas para o curso Básico, um dos cursos livres de teatro da Fundação, e para o Projeto Viva Arte. Por enquanto, vamos conhecer mais da vida dela, e seu trabalho na Fundação, nesta entrevista realizada na última sexta- feira, dia 6 de abril.
Qual é a sua formação em Teatro, Simone?
Minha formação é Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, me formei em 1999 pela Unesp. Eu fui a segunda turma a me formar, até então lá só tinha Artes Plásticas e Música. Já fazia Teatro antes, e queria dar aula de Teatro, já era esta a minha intenção, tendo a formação como arte- educadora. Este currículo nem existe mais na Unesp, a pessoa já entra direto em licenciatura em Artes Cênicas, é até mais interessante, mas naquela época era assim. Ao mesmo tempo, no segundo ano da Faculdade, eu fui fazer Indac, que é um curso profissionalizante em São Paulo, e me formei lá como atriz. Depois disso, fiz especialização em Artes Cênicas, fiz Mestrado...
E como foi o seu começo no Teatro, com que idade começou a fazer? Você sempre quis trabalhar com isto?
Eu sempre quis, sempre tive a ideia de ser professora, mas também sempre quis ser atriz. Eu tinha 15 anos quando comecei a fazer Teatro amador no colégio, lá no interior de Ribeirão Preto, eu sou de lá. Eu fazia Anglo, e tinha um curso extra- curricular de Teatro, e fiquei os três anos do colégio fazendo Teatro. Gostava muito. Então eu comecei ali e não parei mais. Fiz um ano de Cursinho, e neste ano, eu participei do curso de Teatro da Usp, o Tusp, como ele é chamado lá.
E como está sendo esta nova fase, na Fundação?
Ainda estou conhecendo as salas, tem super pouco tempo, né? Esta sala mesmo eu nem tinha entrado nela (risos). Mas tem sido muito bacana, estou gostando muito, é uma escola muito acolhedora e muito ativa, a gente vê as coisas acontecendo o tempo inteiro. Me lembra muito a Unesp, as salas são multifuncionais, tem o piano do lado... Essa proximidade das linguagens é muito interessante para todo mundo, desde que haja diálogo e que as pessoas procurem um diálogo. Ainda estou me surpreendendo, conhecendo as pessoas. É um lugar muito vivo aqui.
E como é dar aula pra faixa etária atendida pelos cursos Básico e do Viva Arte (dos 16 anos em diante)?
Pra esta faixa etária, eu já havia dado Oficinas, não cursos regulares. Cursos regulares que eu dei, foram mais para adolescentes mesmo. Para adultos, sempre em oficinas, cursos livres, esporadicamente. No Viva Arte, ainda dei poucas aulas, apenas três, para duas turmas, para adolescentes. Eu gosto também, é uma fase mais inquieta.
E quais são as diferenças do Básico para o Viva Arte? Qual o foco de cada um?
Eu vejo que os alunos que procuram o Básico, além de serem mais velhos, tem uma expectativa em relação ao aprendizado da linguagem teatral. Mesmo que eles não falem isso formalmente, eles tem referências e se miram nestas referências. E no Viva, é muito mais a diversão, a socialização, eles aprendem coisas jogando, é outro enfoque. Eles aprendem muita coisa de Teatro, mas sem perceber, sem ter aquela coisa acadêmica. E já no Curso Básico, a gente já pode falar de linguagem, trazer textos, lidar com questões de interpretação. Um é mais técnico, o outro é mais jogo.
Você acha, então que o Curso Básico pode ser uma porta de entrada para o aluno querer cursar o Profissionalizante?
Me disseram que muitos desistem diante do desafio do Profissionalizante, que exige muito mais dedicação do que eles imaginavam. Acho que isto pode acontecer, mas eu me surpreendi porque muitos querem fazer. Foi uma surpresa, porque eu achei que eles estivesse mais descompromissados, mas não estão. Não sei se todos vão prestar, aqui não é um curso preparatório, mas meu conselho foi para eles aproveitarem, e que se quiserem, tudo o que eles veem aqui será útil. A maioria não tinha experiência nenhuma, então com certeza o curso prepara, porque tem que ter noção do que é, se dedicar, ler textos, cumprir horários...
Como o professor de Teatro lida com assuntos tão delicados dos alunos, que às vezes trazem problemas pessoais? O papel do professor de Teatro é importante nesta questão?
Isso acontece, depende de cada caso, mas eu já cheguei a ter que procurar a família, você não pode ser omisso. Mas também, dependendo do caso, cabe uma conversa com o grupo, às vezes até em cena, ou então delimitar que ali não é o espaço para aquilo. O professor de teatro precisa sentir no que ele pode agir, é mais delicado. Adolescente, a gente pode e até deve aconselhar mais, mas com adultos, seriam mais conselhos. Quando a pessoa traz um problema, ela quer compartilhar com o grupo. Não é psicodrama, nem terapia, mas existe um espaço para isso, sim.
E como está sendo o começo dos trabalhos com as turmas?
Eles estão se conhecendo, e eu também estou conhecendo os alunos, então os jogos estão voltados para isto. No Viva, é muito jogo, e em ambos, tem uma avaliação no final de cada aula. Estou levando alguns textos, fazemos algumas cenas. Mais pro final do curso devemos ter uma Aula Aberta, também. Meus alunos já tem a tarefa de ver peças, a da Formatura e mais algumas outras, para começar a treinar o olhar, porque muitos viram poucas peças.
Qual é a sua formação em Teatro, Simone?
Minha formação é Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, me formei em 1999 pela Unesp. Eu fui a segunda turma a me formar, até então lá só tinha Artes Plásticas e Música. Já fazia Teatro antes, e queria dar aula de Teatro, já era esta a minha intenção, tendo a formação como arte- educadora. Este currículo nem existe mais na Unesp, a pessoa já entra direto em licenciatura em Artes Cênicas, é até mais interessante, mas naquela época era assim. Ao mesmo tempo, no segundo ano da Faculdade, eu fui fazer Indac, que é um curso profissionalizante em São Paulo, e me formei lá como atriz. Depois disso, fiz especialização em Artes Cênicas, fiz Mestrado...
E como foi o seu começo no Teatro, com que idade começou a fazer? Você sempre quis trabalhar com isto?
Eu sempre quis, sempre tive a ideia de ser professora, mas também sempre quis ser atriz. Eu tinha 15 anos quando comecei a fazer Teatro amador no colégio, lá no interior de Ribeirão Preto, eu sou de lá. Eu fazia Anglo, e tinha um curso extra- curricular de Teatro, e fiquei os três anos do colégio fazendo Teatro. Gostava muito. Então eu comecei ali e não parei mais. Fiz um ano de Cursinho, e neste ano, eu participei do curso de Teatro da Usp, o Tusp, como ele é chamado lá.
E como está sendo esta nova fase, na Fundação?
Ainda estou conhecendo as salas, tem super pouco tempo, né? Esta sala mesmo eu nem tinha entrado nela (risos). Mas tem sido muito bacana, estou gostando muito, é uma escola muito acolhedora e muito ativa, a gente vê as coisas acontecendo o tempo inteiro. Me lembra muito a Unesp, as salas são multifuncionais, tem o piano do lado... Essa proximidade das linguagens é muito interessante para todo mundo, desde que haja diálogo e que as pessoas procurem um diálogo. Ainda estou me surpreendendo, conhecendo as pessoas. É um lugar muito vivo aqui.
E como é dar aula pra faixa etária atendida pelos cursos Básico e do Viva Arte (dos 16 anos em diante)?
Pra esta faixa etária, eu já havia dado Oficinas, não cursos regulares. Cursos regulares que eu dei, foram mais para adolescentes mesmo. Para adultos, sempre em oficinas, cursos livres, esporadicamente. No Viva Arte, ainda dei poucas aulas, apenas três, para duas turmas, para adolescentes. Eu gosto também, é uma fase mais inquieta.
E quais são as diferenças do Básico para o Viva Arte? Qual o foco de cada um?
Eu vejo que os alunos que procuram o Básico, além de serem mais velhos, tem uma expectativa em relação ao aprendizado da linguagem teatral. Mesmo que eles não falem isso formalmente, eles tem referências e se miram nestas referências. E no Viva, é muito mais a diversão, a socialização, eles aprendem coisas jogando, é outro enfoque. Eles aprendem muita coisa de Teatro, mas sem perceber, sem ter aquela coisa acadêmica. E já no Curso Básico, a gente já pode falar de linguagem, trazer textos, lidar com questões de interpretação. Um é mais técnico, o outro é mais jogo.
Você acha, então que o Curso Básico pode ser uma porta de entrada para o aluno querer cursar o Profissionalizante?
Me disseram que muitos desistem diante do desafio do Profissionalizante, que exige muito mais dedicação do que eles imaginavam. Acho que isto pode acontecer, mas eu me surpreendi porque muitos querem fazer. Foi uma surpresa, porque eu achei que eles estivesse mais descompromissados, mas não estão. Não sei se todos vão prestar, aqui não é um curso preparatório, mas meu conselho foi para eles aproveitarem, e que se quiserem, tudo o que eles veem aqui será útil. A maioria não tinha experiência nenhuma, então com certeza o curso prepara, porque tem que ter noção do que é, se dedicar, ler textos, cumprir horários...
Como o professor de Teatro lida com assuntos tão delicados dos alunos, que às vezes trazem problemas pessoais? O papel do professor de Teatro é importante nesta questão?
Isso acontece, depende de cada caso, mas eu já cheguei a ter que procurar a família, você não pode ser omisso. Mas também, dependendo do caso, cabe uma conversa com o grupo, às vezes até em cena, ou então delimitar que ali não é o espaço para aquilo. O professor de teatro precisa sentir no que ele pode agir, é mais delicado. Adolescente, a gente pode e até deve aconselhar mais, mas com adultos, seriam mais conselhos. Quando a pessoa traz um problema, ela quer compartilhar com o grupo. Não é psicodrama, nem terapia, mas existe um espaço para isso, sim.
E como está sendo o começo dos trabalhos com as turmas?
Eles estão se conhecendo, e eu também estou conhecendo os alunos, então os jogos estão voltados para isto. No Viva, é muito jogo, e em ambos, tem uma avaliação no final de cada aula. Estou levando alguns textos, fazemos algumas cenas. Mais pro final do curso devemos ter uma Aula Aberta, também. Meus alunos já tem a tarefa de ver peças, a da Formatura e mais algumas outras, para começar a treinar o olhar, porque muitos viram poucas peças.
A professora Simone Zaidan
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Sobre a Reforma
por Carolina Ferraresi
Nota rápida, para que não cometamos injustiças ou erros: a Reforma e Ampliação da Fundação das Artes está prometida, por parte da Prefeitura e de seus representantes, para março de 2012. Este foi o resultado de nossas conversas com o ex- Chefe do Gabinete, Cicarroni, e os vereadores Paulo Pinheiro e Sidão da Padaria. Segundo nos informaram esses, a Reforma estará mais do que viabilizada neste período. No último dia 20 de outubro, foi entregue nosso abaixo- assinado com mais de 2.000 assinaturas, que serão anexadas ao nosso processo de pedido de Reforma. Todos estão avisados de que, descumprido o acordo verbal, que contou com a participação de alunos da Fundação e do Viva Arte Viva, nossas solicitações terão legitimidade para uma campanha mais agressiva, como a Manifestação Pública. Até lá, resta-nos a confiança em nossos representantes.
Obrigada a todos pela ajuda e não deixem de continuar arrecadando assinaturas!
Obrigada a todos pela ajuda e não deixem de continuar arrecadando assinaturas!
Carolina Ferraresi é integrante da turma 46 do curso de teatro da FASCS.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Aproveite a semana do saco cheio para entrar no clima da Entoada Nordestina!!!
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São Caetano do Sul
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
por Carolina Ferraresi
A luta pela Reforma na Fundação das Artes: últimas notícias
Nas últimas semanas, seguiram as negociações dos alunos pelo Movimento “Cultura é Educação”, com a Prefeitura de São Caetano do Sul, requerendo a reforma e ampliação da Fundação das Artes. No dia 13 de Setembro, alguns alunos se dirigiram à Câmara dos Vereadores da cidade, com o intuito de entregar a carta solicitando a Reforma. Fomos atendidos pelo assessor do vereador Paulo Pinheiro, Fernando, que nos pediu que retornássemos na semana seguinte, para conversarmos diretamente com o Vereador. Assim como o combinado, os alunos se dirigiram novamente à Câmara, e conversarm definitivamente com o vereador, que foi bastante receptivo e se mostrou solidário à causa. Lá, reafirmamos nossa intenção de entregarmos o abaixo- assinado e uma possível Manifestação Pública, caso nossos pedidos não fossem atendidos.
Uma semana depois, recebemos a notícia de que o sr. Paulo Pinheiro havia saído de seu Partido, o PTB, e seus funcionários haviam sido exonerados. Desta maneira, nossa preocupação agora era deixar claro que nossa luta não é partidária, e resolvemos conversar diretamente com o Chefe do Gabinete do Prefeito, Luiz Antonio Cicaroni, e o Presidente da Câmara dos Vereadores, Sidnei Bezerra, o Sidão da Padaria. Os alunos deixaram claro que nossos pedidos são de interesse público, e que nossa razão de procurá-los foi estabelecer um diálogo entre nós e o Prefeito.
Depois de nossa conversa, o vereador Sidão prometeu conversar com o Prefeito, e já nos adiantar uma resposta. No dia seguinte, como prometido, retornou o contato, e nos adiantou que a Reforma sairia, em março de 2012. Também sabemos que apenas a Reforma da Fundação não é de nosso interesse, se for esse o objetivo do Prefeito. Nossa luta é muito mais pela ampliação da Escola, para que ela possa oferecer conforto, acessibilidade universal e segurança para seus alunos, o que não é possível atualmente, dadas as condições já explicitadas anteriormente, e que não se cumprirá simplesmente com uma reforma.
Não iremos esquecer o prometido, e acompanharemos de perto as reuniões das Sessões da Câmara pelo fechamento do Orçamento para o ano que vem. Sabemos que uma data prometida não é garantia de cumprimento por parte da Prefetura, e devemos nos assegurar, oficialmente, da Reforma.
No próximo dia 8 de outubro, iremos realizar a contagem das assinaturas e ter uma prévia delas, às 10 horas, na Fundação das Artes. No dia 15 de outubro, já está agendado um Mutirão para conseguirmos mais assinaturas, e iremos até o Centro da cidade para arrecadá-las.
E assim, continuaremos acompanhando e fiscalizando a atuação dos responsáveis pelo bem-estar dos alunos da Fundação das Artes. Continuem acompanhando as próximas notícias.
Carolina Ferraresi é integrante da turma 46 de teatro da Fundação das Artes.
A luta pela Reforma na Fundação das Artes: últimas notícias
Nas últimas semanas, seguiram as negociações dos alunos pelo Movimento “Cultura é Educação”, com a Prefeitura de São Caetano do Sul, requerendo a reforma e ampliação da Fundação das Artes. No dia 13 de Setembro, alguns alunos se dirigiram à Câmara dos Vereadores da cidade, com o intuito de entregar a carta solicitando a Reforma. Fomos atendidos pelo assessor do vereador Paulo Pinheiro, Fernando, que nos pediu que retornássemos na semana seguinte, para conversarmos diretamente com o Vereador. Assim como o combinado, os alunos se dirigiram novamente à Câmara, e conversarm definitivamente com o vereador, que foi bastante receptivo e se mostrou solidário à causa. Lá, reafirmamos nossa intenção de entregarmos o abaixo- assinado e uma possível Manifestação Pública, caso nossos pedidos não fossem atendidos.
Uma semana depois, recebemos a notícia de que o sr. Paulo Pinheiro havia saído de seu Partido, o PTB, e seus funcionários haviam sido exonerados. Desta maneira, nossa preocupação agora era deixar claro que nossa luta não é partidária, e resolvemos conversar diretamente com o Chefe do Gabinete do Prefeito, Luiz Antonio Cicaroni, e o Presidente da Câmara dos Vereadores, Sidnei Bezerra, o Sidão da Padaria. Os alunos deixaram claro que nossos pedidos são de interesse público, e que nossa razão de procurá-los foi estabelecer um diálogo entre nós e o Prefeito.
Depois de nossa conversa, o vereador Sidão prometeu conversar com o Prefeito, e já nos adiantar uma resposta. No dia seguinte, como prometido, retornou o contato, e nos adiantou que a Reforma sairia, em março de 2012. Também sabemos que apenas a Reforma da Fundação não é de nosso interesse, se for esse o objetivo do Prefeito. Nossa luta é muito mais pela ampliação da Escola, para que ela possa oferecer conforto, acessibilidade universal e segurança para seus alunos, o que não é possível atualmente, dadas as condições já explicitadas anteriormente, e que não se cumprirá simplesmente com uma reforma.
Não iremos esquecer o prometido, e acompanharemos de perto as reuniões das Sessões da Câmara pelo fechamento do Orçamento para o ano que vem. Sabemos que uma data prometida não é garantia de cumprimento por parte da Prefetura, e devemos nos assegurar, oficialmente, da Reforma.
No próximo dia 8 de outubro, iremos realizar a contagem das assinaturas e ter uma prévia delas, às 10 horas, na Fundação das Artes. No dia 15 de outubro, já está agendado um Mutirão para conseguirmos mais assinaturas, e iremos até o Centro da cidade para arrecadá-las.
E assim, continuaremos acompanhando e fiscalizando a atuação dos responsáveis pelo bem-estar dos alunos da Fundação das Artes. Continuem acompanhando as próximas notícias.
Carolina Ferraresi é integrante da turma 46 de teatro da Fundação das Artes.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Por que a Fundação das Artes de São Caetano do Sul deve ser reformada?
Reforçando o post anterior da Ferraresi, segue um breve histórico do movimento que os alunos e a comunidade em geral tem feito em prol da reforma da Fundação e também o levantamento de algumas das principais agravantes que no âmbito da infraestrutura comprometem as atividades da escola.
A Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS) comemorou em abril 43 anos de atividade artístico-cultural na cidade, tendo oferecido, ao longo de sua história, formação técnica a muitos artistas dos mais diversos segmentos da arte como música, dança, teatro e artes plásticas. Além disso, na esféra sócio-cultural, oferece cursos livres de iniciação às artes para todas as idades. Produz, também, uma vasta programação cultural que vai desde espetáculos de dança e exposições de artes plásticas, entre outros, até um festival de teatro que, por meio de espetáculos, oficinas e bate-papos, há dez anos tem fomentado e aprofundado na região a reflexão acerca do fazer teatral. São essas algumas das ações que, ao longo de seus 43 anos, a Fundação tem implementado, passando pelas dimensões artística, cultural, social e educativa. No entanto, a escola tem passado por uma situação bastante incômoda e preocupante.
A Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS) comemorou em abril 43 anos de atividade artístico-cultural na cidade, tendo oferecido, ao longo de sua história, formação técnica a muitos artistas dos mais diversos segmentos da arte como música, dança, teatro e artes plásticas. Além disso, na esféra sócio-cultural, oferece cursos livres de iniciação às artes para todas as idades. Produz, também, uma vasta programação cultural que vai desde espetáculos de dança e exposições de artes plásticas, entre outros, até um festival de teatro que, por meio de espetáculos, oficinas e bate-papos, há dez anos tem fomentado e aprofundado na região a reflexão acerca do fazer teatral. São essas algumas das ações que, ao longo de seus 43 anos, a Fundação tem implementado, passando pelas dimensões artística, cultural, social e educativa. No entanto, a escola tem passado por uma situação bastante incômoda e preocupante.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Encerram-se amanhã as inscrições para as oficinas do Cena de Teatro 2011
UPDATE: FORAM PRORROGADAS ATÉ O DIA 07/07/2011!
As vagas são preenchidas mediante inscrição com carta de interesse (uma página, no máximo). As inscrições serão aceitas na Fundação das Artes ou pelo email cenadeteatro@fascs.com.br até 01 de julho (sexta). Veja mais informações no site www.fascs.com.br. A lista de selecionados será publicada no site dia 06 de julho (quinta).
Para ver a programação completa do Cena de Teatro 2011, clique aqui.
As vagas são preenchidas mediante inscrição com carta de interesse (uma página, no máximo). As inscrições serão aceitas na Fundação das Artes ou pelo email cenadeteatro@fascs.com.br até 01 de julho (sexta). Veja mais informações no site www.fascs.com.br. A lista de selecionados será publicada no site dia 06 de julho (quinta).
Para ver a programação completa do Cena de Teatro 2011, clique aqui.
Haverá certificado para quem participar de, no mínimo, 75% da carga horária.
A poética em cena, com Hélio Cícero (3h de duração) | dia 09, das 14h às 17h
A poética em cena, com Hélio Cícero (3h de duração) | dia 09, das 14h às 17h
O workshop é centrado na conscientização do corpo do ator, de onde tudo emerge e para onde tudo retorna. Devido à intensa dissociação que o mundo ocidental e tecnológico nos provoca, onde corpo - mente - espírito estão separados, propõe-se buscar, na sabedoria oriental, um equilíbrio que nos indique os caminhos de retorno ao ser criativo e infinito que somos. Esta preocupação com a pessoa do ator nos leva à individuação junguiana, resultando naquilo de mais moderno e mais antigo que existe na arte de representar: o depoimento pessoal.
Público alvo: atores/atrizes e/ou estudantes de teatro.
Idade mínima: 18 anos
Teatro e música unidos: possibilidades de criações, com Carlos Bauzys (10h de duração) | dias 9 e 10, das 9h30 às 13h e dia 16, das 10h às 13h
Trabalhando a música no ator e a atuação no músico, muitas possibilidades de criações se abrem para qualquer grupo teatral ou musical. Percussão corporal, ritmos, conceitos musicais e teatrais, texto, coreografias e cenas serão alguns dos instrumentos que trabalharemos nessa oficina. Depois disso, serão feitas criações coletivas envolvendo essas duas artes, de maneira que se desperte o interesse por essa experimentação nos participantes. Essa é uma pesquisa infinita. Com esse impulso, queremos que cada um ainda possa descobrir novos caminhos unindo intimamente o teatro e a música.
Público alvo: atores, cantores, músicos, dançarinos.
Idade mínima: 12 anos.
Palco Fora do Eixo | Processo colaborativo entre grupos: ampliando os horizontes por meio da rede, com Claudia Shculz e Luise Scherer (10h de duração) | dias 11 e 12, das 14h às 19h
Esta oficina objetiva desenvolver um panorama cênico local e nacional dos agentes cênicos brasileiros focada em estratégias organizacionais e estruturais a partir dos relatos das realidades de cada ambiente. Assim, almeja-se vislumbrar aspectos comuns entre essas realidades e, a partir deles, elaborar uma estrutura organizacional e operante que amplie as relações entre os agentes cênicos/culturais por meio do processo colaborativo em rede, que possuí como pilares: planejamento, sustentabilidade (troca de serviços), política e comunicação.
Público alvo: aberto a todos os artistas (cias/grupos/independentes), agentes e articuladores cênicos que possuam interesse no debate e estruturação sobre rede cênica independente.
Histórias Reais – Teatro Documentário, com Janaína Leite e Fepa (7h de duração) | dia 15, das 10h às 18h
Como trazer para o teatro a experiência documental? Quais recursos? Quais implicações estéticas, éticas? Que possibilidades de aprofundamento e sofisticação no uso de material documental e material ficcional? Como transitar entre esses limites? Como apagar os limites? Essas são perguntas que movem o trabalho na oficina "Histórias Reais". O título foi extraído de um livro da artista plástica francesa Sophie Calle onde a também escritora narra 12 experiências reais. A artista é designada como uma "artista em primeira pessoa" e se tornou notória por redimensionar o privado dentro uma perspectiva estética universalizante. Na oficina "Histórias reais" mais do que um resgate e criação a partir de histórias vividas, propomos uma reflexão, a partir de exemplos no cinema e no teatro, sobre alguns aspectos relacionados a ideia de "realidade" quando usada como material criativo.
Público alvo: Interessados no tema em geral.
Idade mínima: 18 anos.
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